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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Alma concisa


Às vezes, me perguntam:
Por que você faz poemas
Com apenas três
Ou quatro versos?
Incontinente, respondo:
Porque não consigo
Fazê-los com apenas um!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Vida de poeta


                                              Inspirado em um grande amigo


Meu cachorro
Pegou a estrada
Meu gato
Subiu pro telhado
E minha namorada
Apaixonou-se
Pelo Johnny Depp.
Desiludido... Virei poeta!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Namorando o aquário


Deitado no sofá
Silly Cat passava horas
Namorando o aquário
De peixinhos dourados.
A perversidade humana
Fez com que eu visualizasse
Más intenções
Naquele olhar inocente.
Nada disso:
Certa feita
Em um pulo mais ousado
Um daqueles peixinhos
Caiu fora do aquário.
Com todo carinho do mundo
Meu gatinho pegou o peixinho
E o devolveu ao seu habitat
Meu gatinho é bacana!
Meu gatinho tem bom coração!

Jogo de Futebol


Silly Cat e eu
Fomos a uma partida de futebol.
Jogo duro aos quarenta do segundo tempo
E o placar marcava zero a zero
Quando sem mais nem menos
Silly Cat inventou de atravessar
A área do time visitante
No exato momento
Em que o centroavante do time da casa
Arremessava um "pombo sem asas"
Em direção ao gol adversário.
Não deu outra:
A bola resvalou na cabeça de Silly Cat
E entrou no cantinho esquerdo do goleiro.
Enquanto os jogadores do time da casa
Corriam para abraçar meu gatinho
A torcida de pé
Gritava e aplaudia o herói da partida
Silly Cat é craque!
Silly Cat é bola na rede!



domingo, 14 de agosto de 2011

O gato e a andorinha


Silly Cat
Fez grande amizade
Com uma andorinha migratória.
Certa manhã 
Atingida por uma linha com cerol
A andorinha caiu na piscina.
Meu gatinho mergulhou 
E mesmo sem saber nadar
Salvou sua amiguinha.
Amizade não tem preço! 

Sentimentos blues


Silly Cat
Andava cheio de sentimentos
E certo dia ele apaixonou-se
Por uma gatinha radical
Que só queria aventuras
No telhado do último andar.
Não deu certo:
Ele tinha medo de altura!

sábado, 13 de agosto de 2011

Silly Cat VI


In: Passeio na fazenda


Fim de semana
Meu gatinho viajou pra fazenda
Ao se engraçar com as gatinhas de lá
Acabou sendo atropelado
Por um gato peso pesado
De volta pra casa
Meu gatinho prometeu
Não mais por os pés na fazenda
Meu gato é urbano! Meu gato é de paz!

Sonambulismo

Certa noite
Acometido de sonambulismo
Silly Cat subiu em um poste.
E agora pra descer?
Não deu outra:
Silly Cat dormiu novamente
E acometido de novo sonambulismo
Desceu sem problemas.
Gato tem cada idéia!

Gato voador

Sem qualquer explicação
Silly Cat fez uma incursão
No quintal da vizinha.
O Pit Bull da madame não gostou
E foi pra cima de meu gatinho
Que de um só pulo
Escalou um muro de três metros.
A vizinha cheia de charme e silicone
Exclamou admirada:
Meu Deus! Esse gato voa!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Gato por lebre

Silly Cat                                              
De uma hora para outra
Parou de passar
Na rua principal da cidade.
Motivo mais do que justo:
Abriram na referida via
Uma fábrica de tamborim
E um restaurante cuja especialidade
É servir carne de coelho.
Gato esperto!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Viagem à Disney


Silly Cat
Foi passear na Disney
Em uma de suas andanças pelo parque
Acabou trocando idéias e endereços 
Com a gatinha Marie dos Aristogatas.
Agora a cada final de ano
Meu gatinho quer viajar pros States.
Quem acha que meu gatinho é bobo
Está redondamente enganado.
Silly Cat é esperto!
Silly Cat é conquistador!

A morte do gato


Após mais uma desilusão amorosa
Silly Cat atirou-se do décimo andar
E morreu.
Minutos depois ele levantou-se
E voltou para casa.
Ainda lhe restaram seis vidas!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Dose dupla

Manchete de jornal The Sun:
“Bombeiro inglês
Casa-se com a mulher
Que ele salvou
De um incêndio”
Em tempo:
Espero que ele
Nunca se arrependa
De seu segundo ato

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Chantagem emocional

Encontrei um vira latas na rua
E resolvi adotar o delinquente.
Nos primeiros dias
Ele aceitava de um tudo
Agora que todos lá em casa
Afeiçoaram-se a ele
O vagabundo só quer saber
De ração importada.
Ah! Se arrependimento matasse!

Estado de espírito

Depois de uma noite mal dormida
Olhei o relógio e percebi que estava atrasado.
Pulei da cama e comecei a me aprontar
Quando saia, às pressas, de meu quarto
Quase atropelei o Sodré no corredor
E o pilantra contorcendo o rabo
Olhou-me com um ar zombeteiro.
Falei baixinho comigo mesmo:
Gato filho da puta... Sem obrigação!

Fim de romance

João e Maria chegaram de madrugada
Ao prédio onde moravam
João estava boladão
Maria um pouco lúcida
O elevador havia pifado
E os dois lado a lado
Subiram os doze andares pela escada
Quando chegaram ao apartamento 1222
João perguntou: E a garrafa de Vodka?
Maria respondeu: Esqueci na portaria
Enquanto você discutia com o porteiro
Vá buscá-la voando! Ordenou João
Maria não entendendo a metáfora
Atirou-se pela janela
E João arrependido ficou pensando:
Coitada da Maria! Deve ter se fudido toda!
Enquanto assim pensava
Maria chegou à janela
Batendo duas asinhas brancas
Surpreso, João exclamou:
Cara, você tá voando! 
Maria entregou-lhe a garrafa
E continuou subindo... Subindo...
João com um puta torcicolo
Não foi trabalhar no dia seguinte
E Maria não voltou!

Sertanista

Um amigo meu sempre dizia:
Ainda quero ir pra floresta
Ver índio pelado
Eu sempre retrucava:
Prefiro as índias
Um dia descobri:
Não e que o cara gostava
Era de índio mesmo!